Angola, Portugal e Israel, este último onde morou durante seis anos, foram alguns dos países onde Naiberg exercitou seu olhar e captou vivências. O que não muda muito por aqui. Feira de São Joaquim, festas populares ou até mesmo um dia rodando pelo comércio, apesar da versatilidade no trabalho, o que Naiberg gosta mesmo é de sair para fotografar sozinho. É de “imergir na solidão”. “Sou um fotógrafo de rua! E é nela que encontro minha solidão. Consigo entrar num mundo que não me pertence e faço com que ele seja meu, no meu devaneio, à minha leitura".
Imagens que retratam a simplicidade do dia-a-dia, beleza plástica e inovadora, é na poesia visual que o estilo artístico-documental de Naiberg te leva a imaginar o momento em que a foto foi tirada. E como a própria denominação já diz é um misto e vai do artístico ao documental.
Seu trabalho autoral é caracterizado por influências de grandes fotógrafos como Doisneu, Cartier Bresson, Sebastião Salgado, Pierre Verger, Mario Cravo Neto e tantos outros.
Texto: Wes Sacramento